segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

REATOR ANAERÓBIO DE FLUXO ASCENDENTE



Um Ecossistema Anaeróbio - Introdução

Entre os sistemas simples utilizados para o tratamento de esgotos domésticos e efluentes industriais, se observa um aumento considerável na utilização de reatores anaeróbios de fluxo ascendentes (Rafa), também conhecidos como Rafaall (reator anaeróbio de fluxo ascendente através do leito de lodo), Dafa (digestor anaeróbio de fluxo ascendente) ou Uasb (upflow anaerobic sludge blanket).
Colocados como A Solução para o tratamento de esgotos, frente à "ineficiência" apresentada pelos tradicionais sistemas TS-FAN (Tanque Séptico - Filtro Anaeróbio), faz-se necessário esclarecer alguns conceitos:
·  Os sistemas de tratamento anaeróbios, sejam Rafas ou TS-FAN, promovem apenas um tratamento primário removendo parte da materia orgânica (70% - 90%), não sendo eficazes na remoção de patogênicos nem nutrientes eutrofizantes que também são poluentes dos corpos de água.
·  O bom e velho sistema TS-FAN quando corretamente projetado, construído e operado, apresenta os mesmos resultados que um Rafa corretamente projetado, construído e operado; o problema é que a operação do TS-FAN é tão simples que ela é simplesmente esquecida, o que leva à saturação dos digestores e a conseguinte trasbordação de lodo estabilizado para os filtros anaeróbios e depois para o emissário, isso, somado aos problemas colaterais que isto provoca (substituição do lodo ativo do FAN por lodo estabilizado e acúmulo de areia no fundo dos digestores) faz com que os resultados não sejam aquilos que foram previstos no projeto.
·  Há pouco mais de 20 anos apareceram no brasil trazidos pela SANEPAR, os Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente. Com esse nome só poderia ser complicado e muito bom, vamos ver a seguir que não tem nada de complicados e que são eficazes apenas se devidamente projetados, construídos e operados. Possuem a "vantagem" em relação ao TS-FAN que a operação não é tão simples o que nos obriga a dar-lhes uma maior atenção sendo esse o motivo pelo qual, via de regra, obtêm-se melhores resultados que com o TS-FAN.

Princípios de Funcionamento
O tratamento anaeróbio de esgotos, seja qual for o sistema, procura a redução dos lípidos, carbohidratos e proteínas que compõem basicamente o esgoto doméstico em metano, água e gás carbônico.
São as bactérias anaeróbias que realizam esta operação, elas tem a característica de não precisar oxigênio dissolvido na água ou no ar para viver, como os animais ou os peixes; elas "respiram" o oxigênio que faz parte das moléculas complexas e inestáveis de carbono que compõem esses lípidos, carbohidratos e proteínas (material primário),quando tiram o oxigênio rompem essas cadeias moleculares transformando-as em outras menores e estáveis que são metano, água e gás carbônico (produto final).
Existem basicamente duas famílias de bactérias, as saprofíticas, que transformam o material primário em ácidos orgânicos, e as metanogénicas, que a partir desses ácidos completam a reação de estabilização.
O que diferencía um Rafa de um sistema TS-FAN, é a maneira como são criadas e alimentadas as bactérias. No tanque séptico de um sistema TS-FAN o fluxo é horizontal e o lodo passivo em relação à fase líquida, isto é, o esgoto percorre o comprimento do tanque séptico passando por cima do lodo em digestão, os sólidos decantam e na parte inferior do TS ocorrem as reações anaeróbias descritas acima, sendo que em esta etapa agem principalmente as bactérias saprofíticas; finalmente, água, sólidos que não decantaram e ácidos orgânicos produzidos no TS passam para o FAN onde o fluxo é vertical e pode ser ascendente ou descendente, sendo que aqui a colônia de bactérias é ativa em relação a esse fluxo que atravessa a colônia formada preponderantemente por bactérias metanogénicas, completando assim o processo de estabilização da matéria orgânica.
Um Rafa é um tanque cheio de lodo com bactérias anaeróbias, o esgoto é lançado na parte superior e injetado a través de tubos por baixo desse lodo, o esgoto então sobe atravessando o manto de lodo e bactérias (biomassa) ocorrendo assim as reações de estabilização da carga orgânica.

ESQUEMA DE UM REATOR
Como vemos, aqui o lodo é ativo em relação à fase liquida e as bactérias saprofíticas e metanogénicas estão no mesmo compartimento, o que provoca uma concorrência vital na qual a tendência é de as bactérias saprofíticas levar vantagem, já que elas consomem um material altamente inestável transformando-o em ácidos orgânicos (inestabilidade intermediaria) que serve de "alimento" para as metanogénicas, sendo assim, um aumento da carga orgânica dentro do reator, favorece à população de saprofíticas que aumenta tirando espaço das metanogénicas. Isto gera um desequilíbrio nesse delicado e pequeno ecossistema cuja conseqüência imediata é o azedamento do manto de lodo, uma vez que só há transformação do material primário em ácidos orgânicos. É extremamente importante compreender esse conceito, já que em caso de azedamento se deve procurar o restabelecimento do Ph biológicamente (NUNCA quimicamente), seja limitando a concentração de carga no afluente, seja recirculando o acido. Este fenômeno se observa principalmente em Rafas utilizados para tratamento de efluentes industriais, podendo também ocorrer durante a partida de Rafas utilizados para tratamento de esgotos domésticos.
O Tratamento
Não se espere que através de um Rafa ou um TS-FAN se obtenha um efluente completamente depurado como se poderia esperar de um sistema de lagoas de tratamento ou um sistema de lodos ativados associado a decantadores, digestores e tanques de aireação mecânica.
Qualquer sistema anaeróbio, como foi dito, promove apenas um tratamento primário reduzindo a quantidade de matéria orgânica contida nos esgotos e clarificando a água devido a:
·  Retenção dos sólidos inorgânicos na caixa de areia que DEVE ser colocada a montante do Rafa.
·  Descomposição e degradação dos sólidos solúveis e voláteis.
A eficiência de um rafa se mede portanto comparando os percentuais de matéria orgânica e sólidos reduzidos durante o tratamento (antes e depois do Rafa).
Para quantificar a carga orgânica pode-se usar a DBO (demanda bioquímica de oxigênio) e/ou a DQO (demanda química de oxigênio).

sábado, 5 de dezembro de 2015

Lagoas Aeradas


As lagoas aeradas caracterizam-se por exigir a instalação de equipamentos mecânicos para fornecer oxigênio ao líquido. Requerem áreas menores, todavia consomem energia, são divididas em Lagoas aeradas Facultativas e Lagoas Aeradas de mistura completa.

Lagoas Aeradas Facultativas (LAF)

Lagoas aeradas facultativas (LAF) são descritas como lagoas de biomassa em suspensão parcial, sendo recomendadas para climas temperados ou quentes. Estes constituem-se de equipamentos providos de turbinas rotativas de eixo vertical que causam um grande turbilhonamento na água através de  rotação em grande velocidade. O turbilhonamento da água facilita a penetração e dissolução do oxigênio. Tendo em vista a maior introdução de oxigênio na massa líquida do que é possível numa lagoa facultativa convencional, há uma redução significativa no volume necessário para esse tipo de sistema, sendo suficiente um tempo de detenção hidráulica variando entre  5 a 10 dias, e como consequência, o requesito de área é menor. (YANEZ,1980).


Para Flores (2000), lagoa aerada é alternativa de tratamento frente aos problemas de mal odores, baixa eficiência e necessidade de grandes extensões de terreno. Lagoas aeradas se apresentam como um avanço no tratamento secundário de efluentes onde ocorre uma mistura íntima dos organismos aeróbios e sólidos orgânicos em um meio favorável à decomposição aeróbia dos sólidos (FLORES, 2000).

De acordo com von Sperling (2002), LAF são sistemascom menores requisitos de área e maior independência climática que Lagoas Facultativas, recebendo seu aporte de oxigênio principalmente através de aeradores mecânicosou por meio de ar difuso. Apresentam como desvantagens requisitos de energia relativamente elevados devido aos dispositivos mecânicos de aeração e baixa eficiência na remoção de coliformes totais e fecais.
De acordo com Yanez (1980), o tratamento por lagoas aeradas se encontra entre o processo de Lagoas Facultativas e de aeração prolongada, sendo a degradação da matéria carbonácea realizada através de bactérias heterotróficas. Enquanto que nas Lagoas Facultativas a população bacteriana é pequena necessitando de elevados TDH, nas lagoas aeradas a densidade de biomassa é maior, podendo haver redução do TDH.

De acordo com Yanez (1980), descarga de biomassa no efluente da LAF está dependente da densidade de potência e tempo de acúmulo de lodos, devendo a LAF vir necessariamente acompanhada de outro processo, sendo o mais atrativo LAF seguida de lagoa facultativa (LF) em série.

Lagoas de aeração podem ser aplicadas também para despejos industriais de processos de celulose e papel, têxteis, refinarias de petróleo,indústrias de alimentos e laticínios, podendo ser extensiva a climas frios ou de elevadas altitudes (YANEZ, 1980). Grandes lagoas aeradas são comumente utilizadas na indústria de papel e celulose para tratamento biológico de águas residuárias (POUGATCHA, 2007), onde aeradores flutuantes mecânicos superficiais fornecem simultaneamente mistura e oxigenação e estão estrategicamente colocados para garantir um regime de fluxo de mistura parcial que dê suporte às reações biológicas e sedimentação da fase sólida.


Lagoas Aeradas de Mistura Completa (LAMC)

De acordo com Yanez (2003), as lagoas aeradas de mistura completa (LAMC)
apresentam biomassa em suspensão completa, sendo que a presença de algas não é aparente. É considerado um processo incipiente de lodos ativados sem recirculação de lodos, onde a densidade de biomassa é consideravelmente menor que nos processos de lodos ativados.

Lagoas aeradas de mistura completa apresentam elevada introdução de energia através de aeração mecânica ou ar difuso para propiciar a oxigenação do meio e também a homogeneização ou mistura dos sólidos suspensos dispersos no meio líquido ou em mistura completa. A decorrente maior concentração de biomassa no meio líquido aumenta a eficiência do sistema na remoção de DBO, o que permite que a lagoa tenha um volume inferior ao de uma lagoa aerada facultativa. 


Referências

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense para a obtenção do Título de Mestre em Ciências Ambientais. Estudo comparativo do desempenho de lagoas aeradas facultativas de baixa profundidade para tratamento de esgota sanitário

FLORES, C. H. C.; PERRUOLO, T.; FERNÁNDEZ, D.; QUERO, R.; SAULES, L.; HERRERA, L. Tratamiento de aguas residuales domésticas utilizando lagunas aireadas. In: 27Congreso Interamericano de Ingeniería Sanitaria y Ambiental,Porto Alegre, AIDIS, ABES, 2000, p.1-8.

POUGATCHA, K. et al. Computational modelling of large aerated lagoon hydraulics.Water Research, 41 (2007) 2109-2116.

VON SPERLING, M. Princípios do Tratamento Biológico de Águas Residuárias. Vol. 3. Lagoas de Estabilização. 2. ed. Belo Horizonte: DESA/UFMG, 2002. 196 p.

YÁNEZ, F. A. Lagunas aeradas.Curso para ingenieros sobre operación y mantenimiento de lagunas de estabilización de aguas residuales. Proyecto de desarrollo tecnológico de las instituciones de abastecimiento de agua potable y alcantarillado. Lima, CEPIS, 1980, 62 p.

YÁNEZ, F. A. Lagunas de estabilización aeradas.Curso práctico de lagunas de estabilización, diseño, operación y mantenimiento. Universidad Laica Vicente Rocafuerte; Asociación Ecuatoriana de Ingeniería Sanitaria y Ambiental. Guayaquil, AEISA, 2003, 51 p.




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Peneiras Estáticas, Rotativas e Vibratórias

As peneiras são equipamentos utilizados para separar os sólidos da parte líquida. Pode-se empregar três tipos de peneiras: estáticas, rotativas ou vibratórias.

As peneiras estáticas são empregadas no gradeamento primário para remoção de sólidos em suspensão de esgotos sanitários ou industriais; não possuem partes móveis; o custo operacional é quase nulo e o custo de investimento é baixo. Sua utilização dispensa o uso de clarificadores primários e reduz a carga sólida, otimizando o  tratamento, porém são mais simples que as demais.
Seu funcionamento baseia-se na entrada do líquido pela parte superior da peneira, internamente ele toma o sentido ascendente até o topo da peneira e verte no sentido que, ao passar pela tela entra na câmara interna e é descarregado ao sistema de tratamento. O sólido fica retido na tela de perfil trapezoidal, sendo empurrado pelo movimento do próprio líquido, que é favorecido peli formato curvo do leito gradeado, sua retirada é feita na parte inferior da tela, onde os sólidos serão descarregados em containers, caçambas ou correias transportadoras.



As peneiras rotativas são utilizadas para remover são utilizadas para remover sólidos do efluente, diretamente do canal de chegada, ou seja, no gradeamento primário.  Consiste num gradeamento fino composto por um semicesto circular com barras paralelas ou chapa perfurada com aberturas conforme o projeto. Possui dispositivo de lavagem do material gradeado e sistema de compactação dos sólidos no fuso antes da descarga. A operação é intermitente e possui baixo custo de manutenção.  


As peneiras vibratórias realizam movimentos oscilatórios tangencial e vertical, com remoção continua dos resíduos. Tem a vantagem de apresentar baixa tendência ao entupimento, comportando crivos de diâmetro menor do que a estática, viabilizando a retenção de maior número de partículas finas. 
Referências:
OLIVEIRA, R. M. Dossiê Técnico - Biossistemas Integrados na Suinocultura. Instituto de Tecnologia do Paraná, 2007.
ECOSAN. Equipamentos Mecanizados e com Membranas. Disponível em: <http://www.ecosan.com.br/pt/br/busca/> Acesso em: 02 dez. 2015.
ALIBABA. Zyy tela de vibração para tratamento de esgoto. Disponível em: <http://portuguese.alibaba.com/product-gsl> Acesso em: 02 dez. 2015.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Lagoas de estabilização facultativas

Lagoas de estabilização facultativas

       As lagoas de estabilização são consideradas como uma das técnicas mais simples de tratamento de esgotos. Em lagoas facultativas, o processo de tratamento é muito simples e constitui-se unicamente por processos naturais.
       O efluente entra por uma extremidade da lagoa e sai pela outra. Durante este caminho, que pode demorar vários dias, o esgoto sofre os processos que irão resultar em sua purificação. Após a entrada do efluente na lagoa, a matéria orgânica em suspensão (DBO particulada) começa a sedimentar formando o lodo de fundo. Este sofre tratamento anaeróbio na zona anaeróbia da lagoa. Já a matéria orgânica dissolvida (DBO solúvel) e a em suspensão de pequenas dimensões (DBO finamente particulada) permanecem dispersas na massa líquida. Estas sofrerão tratamento aeróbio nas zonas mais superficiais na lagoa (zona aeróbia). Nesta zona há necessidade da presença de oxigênio. Este é fornecido por trocas gasosas da superfície líquida com a atmosfera e pela fotossíntese realizada pelas algas presentes, fundamentais ao processo. Para isso há necessidade de suficiente iluminação solar, portanto, estas lagoas devem ser implantadas em lugares de baixa nebulosidade e grande radiação solar. 

       

       As lagoas facultativas dependem da fotossíntese para a produção de oxigênio, como já foi dito anteriormente. Desta forma, a eficiência desse tipo de sistema de tratamento depende da disponibilidade de grandes áreas para a exposição á luz solar adequada, podendo a chegar de 70% a 90% de remoção de DBO. Como a atividade fundamental do processo consiste no desenvolvimento das algas e estas da presença da luz, as profundidades das lagoas restringem-se a valores variáveis entre 1,5 e 2,0 m, porém, com volumes elevados, de forma a permitir a manutenção de grandes períodos de detenção, em geral de 15 a 20 dias.

Vantagens e desvantagens da lagoa:
  • Vantagens: satisfatória remoção de DBO; eficiente na remoção de patogenos; construção, operação e manutenção simples; reduzidos custos de implantação e operação; ausência de equipamentos mecânicos; requisitos energéticos praticamente nulos; satisfatória resistência a variações de carga; remoção e lodo necessária apenas após tempo > 20 anos.
  • Desvantagens: Elevados requisitos de área; dificuldade em satisfazer padrões mais restritivos de lançamento; a simplicidade operacional pode trazer o descaso com a manutenção(crescimento da vegetação); possível necessidade de remoção de algas do efluente para o cumprimento de padrões mais rigorosos; performace variável com as  condições climáticas(temperatura e insolação); possibilidade de crescimento de insetos.
BIBLIOGRAFIA

  •  MARQUES, B.C.D. Lagoas de estabilização. Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAe-jgAA/lagoas-estabilizacao. 
  • BIBLIOTECA DIDÁTICA DE TECNOLOGIAS AMBIENTAIS. Tratamento de esgoto, lagoas. Disponível em: http://www.fec.unicamp.br/~bdta/esgoto/lagoas.html#lagfac 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

OXIDAÇÃO QUÍMICA EM TRATAMENTO DE EFLUENTES


            Já é sabido que a reação de oxidação/redução envolve a transferência de elétrons entre as substâncias que estão reagindo. E como essa reação pode ser aplicada em tratamento de efluentes?
            Para o tratamento de efluentes e também para solos contaminados, onde todas essas substâncias que são consideradas impróprias para o meio ambiente, por meio desta reação de oxidação tornam-se substâncias menos nocivas, desta maneira elas conseguem estar novamente na natureza de uma maneira no qual não ocorre um desbalanço. Deste modo, há dois tipos de oxidação, que pode ser COMPLETA ou INCOMPLETA, sendo que a incompleta nem sempre é garantido que o produto gerado será menos tóxico que no começo da reação. Já na oxidação completa, tem-se a formação de produtos como o CO2, H2O e formação de íons inorgânicos.

            1 – PROCESSOS BIOLÓGICOS OXIDATIVOS:

            Micro-organismos são seres capazes de realizar diversas reações bioquímicas.
            Um exemplo muito comum sobre esse tipo de técnica está no tratamento do esgoto doméstico, que oxidam ou reduzem a matéria orgânica de uma maneira muito eficiente e a um custo muito baixo.
            Porém o seu uso nem sempre é viável, se for considerado que, em meio a tanta matéria orgânica, existe também muitas substâncias que não são biodegradadas por esses micro-organismos, devendo este tratamento ser substituído por outro.
            A capacidade de um resíduo ser tratado pode ser medida pela razão DQO/DBO (Demanda Química de Oxigênio/Demanda Bioquímica de Oxigênio).



          De acordo com gráfico, se a razão DQO/DBO <2,5 é biodegradável. Se a razão for 5,0 <DQO/DBO>2,5 o efluente demandará um cuidado na escolha do processo para realizar sua biodegradação. Caso a razão seja DQO/DBO > 5, são mínimas as chances de ser biodegradável. Com isso, a oxidação química torna-se uma opção.


2 – OXIDAÇÃO QUÍMICA

São utilizados diversos oxidantes químicos, dentre eles peróxido de hidrogênio, ozônio, cloro, dióxido de cloro e permanganato, sendo também utilizados métodos físicos, como destruição eletroquímica e fotoquímica.
Deve-se sempre levar em conta o poder oxidante de cada composto e também a estequiometria oxidante e redutor, o número de moles de oxigênio disponível por mol do composto.
Logo, para que se possa fazer uma oxidação química de forma viável, levam-se em conta os seguintes critérios:

                     I.        O tratamento biológico é inviável
                    II.        A carga a ser degradada deve ser diminuída para eficácia do processo
                   III.        Gera produtos tóxicos?
                  IV.        Doses de oxidantes em excesso não podem ser utilizadas (Desperdício de recurso financeiro).